cozinha de pensamentos

::.. Escrever é um ócio trabalhoso ..:: -- Goethe

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Long live Hannah

"Uma menina britânica de 13 anos em estado de saúde terminal conquistou o direito de morrer depois que o hospital onde ela está internada desistiu de obrigá-la a se submeter a uma operação cardíaca. 
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Hannah, da cidade de Marden, recusou-se a ser operada do coração porque a cirurgia tinha poucas chances de sucesso e, mesmo se bem-sucedida, exigiria cuidados médicos intensivos. A menina disse que preferia morrer com dignidade. 
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"É revoltante que as pessoas do hospital possam presumir que nós não pensamos no que é melhor para a nossa filha", disse o pai de Hannah, Andrew, ao jornal britâncio The Daily Telegraph. "
-- fonte: globo.com e BBC

Todo ser humano foi dotado de livre-arbítrio.  Temos o direito de decidir o que comer, beber, por onde andar e com quem falar. Essas básicas escolhas provam que somos donos de nossos próprios narizes, e por que não boca, dente, cabelo e tudo mais?  Por que deveríamos ser tolidos de decidir que tratamento vamos receber? É assim num salão de beleza, e por que não seria assim também num hospital?

Sempre me irritou muito ir a um médico fazer uma queixa qualquer, e sem qualquer explicação do porquê ou mesmo o quê, receber a prescrição de algum medicamento que sequer sei pra que serve.  Existe um pedantismo da área médica de que sejam seres superiormente capacitados, com dons que não devem ser questionados.  

Voltando a falar de Hannah, será que ela realmente fez a escolha de morrer?  Ou teria ela escolhido como quer que seu corpo seja tratado? Nada mais justo que estar viva e continuar escolhendo como viver. Nada mais justo querer comprar uma batalha com as limitações do próprio corpo ou já estar cansada demais para isso. Esta definitivamente não é uma escolha que cause bem-estar, porque só mostra como complexos, e ao mesmo tempo frágeis, nós somos.

Esta menina escolheu sim viver... viver com dignidade e com a medida saúde que possui.