cozinha de pensamentos

::.. Escrever é um ócio trabalhoso ..:: -- Goethe

sábado, 12 de setembro de 2009

O maior amor de todos

Não sentir falta quando ele se afasta é algo ruim? Me peguei sentindo um pouco culpada por não sentir solidão. Orgulhosamente descobri que o tempo em que vivi só me ensinaram muito bem a ser excelente companhia pra mim mesma.

Tanta satisfação de ter um tempo só me fez entender que talvez isso já era long due! Estar junto é maravilhoso, mas um tempo a sós com seus pensamentos e necessidades é fundamental. Voltar à sua pele, ao seu próprio senso instintivo e ao próprio lar (leitoras de Clarisse Estés vão entender) ajuda a alinhar a paz e equilibrio necessário. Deve-se fazer isso estando só ou não.

Fiquei pensando em como um relacionamento deve adicionar, e não completar. Porque se completa, significa que algo faltava. Sim, amor eros é suplementar. Estranho não pensar em relacionamento amoroso como algo muito mais essencial. Já diria Whitney Houston que learning to love yourself is the greatest love of all.


Às vezes, a química de um relacionamento intenso pode sutilmente apagar as linhas que demarcam a individualidade. Daí, você enxerga aqueles casais que são tão parecidos, e se tornam um par de jarros idênticos, da mesma cor, mesma forma. Entediante, não? Um viva às pequenas imperfeições e diferenças... Afinal, são elas que nos distinguem, não?

Recentemente ouvi algo que fez tudo isso fazer sentido... "você deve amar as pessoas pelas suas qualidades, mas principalmente pelos seus defeitos". Food for thought.